Como escolher um terapeuta?

Ouvindo: “Não é céu”, Vitor Ramil.

Escute em: http://bit.ly/naoeceu-vitorramil



Se você já entendeu por que precisamos falar de saúde mental e já consegue perceber a hora de fazer terapia, esse texto é pra você. Como escolher o terapeuta que vai te atender?


Para começo de conversa, vamos combinar: Psicologia é com Psicólogo.

Para começo de conversa, vamos para um critério que é indispensável: psicologia é com psicólogo. Simples assim. Não dá pra fugir disso. A menos que você ache adequado tratar de seus dentes com um médico especializado em varizes. Quem cuida da saúde bucal é dentista, quem cuida das suas varizes é o angiologista, quem cuida de sua saúde mental é o psicólogo. Simples assim.


“Marcone, e o psiquiatra?”. O psiquiatra é um parceiro fundamental em muitos casos, mas não em todos. O processo terapêutico mesmo acontece com o psicólogo. Se você for ao psiquiatra vai receber ajuda, com certeza. Mas ele vai te recomendar um psicólogo. Do mesmo jeito que nós, psicólogos, algumas vezes vamos indicar um psiquiatra. E vamos trabalhar juntos a seu favor. Mas a terapia, terapia mesmo, essa é com o psicólogo, combinado?


Mas quais são os critérios para escolher um profissional? Como dizem os mais eruditos, “aí vareia”.


Quem tem plano de saúde costuma começar a busca olhando a relação de profissionais credenciados. É um caminho bem prático e costuma ter um custo bem acessível (muitas vezes já faz parte do pacote do plano, sem custos adicionais). Nessa hora muita gente leva em conta também os aspectos de conveniência, como a localização do consultório e os horários disponíveis.


Outra situação bem comum são as indicações. Um amigo, parente, colega de trabalho que já faz terapia compartilha como tem se sentido no processo e isso faz que as pessoas procurem o mesmo profissional. Essa troca de indicações e percepções é algo que ajuda muito na escolha.


Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente: [...] d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda; e) Não fará previsão taxativa de resultados;[...]

Mas tem alguns pontos que também precisam de atenção na hora da escolha. Além do que já falamos sobre psicologia ser com psicólogo, preste atenção nas propagandas feitas e nos preços divulgados. No Código de Ética do Psicólogo somos instruídos a não utilizar o preço do serviço como forma de propaganda e a não fazer previsão taxativa de resultados. Isso significa que eu não posso divulgar meus serviços na clássica promoção “o patrão ficou maluco, leve duas terapias pelo preço de uma”. Também não posso afirmar, categoricamente, que sua demanda será resolvida em um ou duas sessões. Cada caso é um caso e o processo se desenvolve de forma muito particular com cada cliente. Já o preço deve ser negociado de acordo com uma série de fatores, entre eles “a justa retribuição dos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário”. Isso também está no Código de Ética. E não se preocupe se um psicólogo cobrar menos de você do que daquela pessoa que te indicou ele. Nós precisamos garantir a qualidade dos serviços prestados, independente do valor que combinarmos com o cliente.


Outra dica importante é: mesmo com todas essas dicas, pode ser que você não goste do profissional que te atendeu. Ficou sem jeito, não simpatizou com a pessoa ou, como dizemos no popular, o santo não bateu. É assim mesmo. Às vezes a relação terapeuta + cliente casa direitinho. Às vezes não. Também faz parte e vamos entender perfeitamente se você ligar dizendo que não se sentiu à vontade e vai procurar outro profissional. Mas não desista da terapia caso você passe por isso, combinado?


Você não precisa desistir de fazer terapia se não gostar do psicólogo que te atendeu. Basta procurar outro profissional.

Para acabar, imagino que você possa estar se perguntando: “Rapaz... Marcone vai falar tudo isso sobre a escolha do terapeuta e não vai falar nada da Caminhar Psicologia? Ele atende lá, é uma clínica que tem profissionais muito bons e compromissados com seus clientes e com a psicologia. Eles prestam atendimento presencial e à distância, atendem crianças, adolescentes, adultos, idosos... Não é possível que ele não vá fazer uma propagandazinha”.


Vou não, pessoal. Hoje não. Esses três primeiros textos aqui no Colaborar tiveram o objetivo de esclarecer alguns pontos e tentar despertar o entendimento de que a terapia é algo importante e necessário em nossas vidas, independente do profissional que você escolha. Eu quero mesmo é Colaborar com vocês. E, como sempre digo: faça terapia. Vai fazer um bem danado pra você.


Até semana que vem!


P.S. Claro que se quiser fazer contato para agendar uma sessão, estamos aí.



Autor: Marcone de Souza Marques Psicólogo - CRP 01/15953

Psicólogo formado pelo UniCEUB em 2008, trabalhou com Psicologia Organizacional nos segmentos de Gestão do Conhecimento, Treinamento e Desenvolvimento e na elaboração de soluções e estratégias de capacitação para diversos públicos. ​Sua atuação na área clínica, especialmente dirigida a adolescentes e adultos, motivou a busca por uma especialização em Teoria Psicanalítica, com vistas a ampliação de seu escopo teórico e qualificação de sua prática clínica. Também se dedica ao estudo de outras abordagens, como a Psicologia Analítica de Jung e a Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey.

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/marcone-marques-327728a6



Referências:


RESOLUÇÃO CFP 010/05 - Código de Ética Profissional do Psicólogo. Disponível em https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf

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